"We all fear death and question our place in the Universe. The artist's job is not to succumb to despair, but to find an antidote for the emptiness of existence."
-- Fala da personagem Gertrude Stein no filme "Meia-noite em Paris", de Woody Allen.
"En ella desarrolla un discurso pictórico
sobre las bondades del vino y su capacidad para consolar a las gentes de
las penalidades de la vida diaria."
-- Trecho da descrição do Museu do Prado para "Los borrachos, o el triunfo de Baco", de Velázquez.
"Obra moral que muestra el triunfo de la Muerte sobre las cosas mundanas,
simbolizado a través de un gran ejército de esqueletos arrasando la
Tierra. (...) Algunos intentan luchar contra
su funesto destino, otros se abandonan a su suerte. Sólo una pareja de
amantes, en la parte inferior derecha, permanece ajena al futuro que
ellos también han de padecer."
-- Trecho da descrição do Museu do Prado para "El triunfo de la Muerte", de Bruegel "el Viejo".
quinta-feira, 31 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Contra um Mundo Melhor
"Se você se acha uma pessoa equilibrada, dessas que respeitam o parceiro no amor, que creem na igualdade entre os sexos como adorno na sua cama de casal, que comem apenas comida saudável, que conversam com plantas porque se julgam mais consciente, que se julgam sensível e honesta, que reciclam lixo, feche este livro. Todas as poucas palavras que você encontrará aqui são contra você. Não acredito em você. Você é um mentiroso, ou uma mentirosa."
-- Trecho de "Contra um Mundo Melhor", Luiz Felipe Pondé, Leya.
-- Trecho de "Contra um Mundo Melhor", Luiz Felipe Pondé, Leya.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Is this the real life?
"Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide,
No escape from reality
Open your eyes,
Look up to the skies and see,
I'm just a poor boy, I need no sympathy,
Because I'm easy come, easy go,
Little high, little low,
Any way the wind blows doesn't really matter to me, to me"
-- Trecho de "Bohemian Rhapisody", Queen.
Is this just fantasy?
Caught in a landslide,
No escape from reality
Open your eyes,
Look up to the skies and see,
I'm just a poor boy, I need no sympathy,
Because I'm easy come, easy go,
Little high, little low,
Any way the wind blows doesn't really matter to me, to me"
-- Trecho de "Bohemian Rhapisody", Queen.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Aniversário
Ontem foi meu aniversário. Ao contrário dos últimos anos, não fiz festa, não me reuni com os amigos, nada. Preferi desligar o telefone e ficar quietinho em casa, torcendo para que, assim, este aniversário não acontecesse.
Os anos passam e ainda não vejo terra firme no horizonte. Quem serei quando eu chegar lá? Quanto tempo ainda me restará?
Os anos passam e ainda não vejo terra firme no horizonte. Quem serei quando eu chegar lá? Quanto tempo ainda me restará?
segunda-feira, 7 de março de 2011
O melhor de mim
Enquanto dirigia para o teatro ontem, eu ouvia a entrevista dessa atriz sobre seu último filme. Ela respondeu a uma das perguntas mais ou menos assim: "Eu aprendi a não julgar as pessoas. Aprendi que as pessoas não são o que querem ser, elas são apenas o melhor que conseguem fazer de suas vidas naquele momento". Me atingiu em cheio.
Durante a peça ("Cândida" de Bernard Shaw), um diálogo particular entre os personagens Marchbanks e Prosérpina chamou a minha atenção. Disse Marchbanks: "Pessoas más são pessoas que não tem amor, por isso elas não tem vergonha. Elas tem o poder de pedir amor porque não precisam dele. Elas tem o poder de oferecê-lo porque não tem nenhum para dar. Mas nós, que temos amor e ansiamos por misturá-lo ao amor dos outros, não conseguimos dizer uma palavra". Lembro-me de ter me curvado à frente, apoiado o queixo sobre as mãos e turvado os olhos nesse momento.
Como eu gostaria de superar meus medos. E como me esforço para isso. Mas sou apenas o melhor que consigo fazer de mim.
Durante a peça ("Cândida" de Bernard Shaw), um diálogo particular entre os personagens Marchbanks e Prosérpina chamou a minha atenção. Disse Marchbanks: "Pessoas más são pessoas que não tem amor, por isso elas não tem vergonha. Elas tem o poder de pedir amor porque não precisam dele. Elas tem o poder de oferecê-lo porque não tem nenhum para dar. Mas nós, que temos amor e ansiamos por misturá-lo ao amor dos outros, não conseguimos dizer uma palavra". Lembro-me de ter me curvado à frente, apoiado o queixo sobre as mãos e turvado os olhos nesse momento.
Como eu gostaria de superar meus medos. E como me esforço para isso. Mas sou apenas o melhor que consigo fazer de mim.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Medo de si
"Our deepest fear is not that we are inadequate.
Our deepest fear is that we are powerful beyond measure.
We ask ourselves: Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous?
Actually, who are you not to be?"
- Marianne Williamson
Our deepest fear is that we are powerful beyond measure.
We ask ourselves: Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous?
Actually, who are you not to be?"
- Marianne Williamson
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Virtudes públicas
Há cerca de seis meses consegui me recolocar em outra área da empresa. Naquele momento senti um grande alívio por não ter mais que trabalhar com algumas pessoas extremamente desgastantes.
Uma dessas pessoas tem o hábito de falar, nas rodas de cafezinho, que ensina seus filhos a serem cidadãos éticos: um dia fala sobre a importância do voto; No outro, comenta como a família se engaja na economia de água. Entretanto, ela não demonstra ética nenhuma na prática. Quando, por exemplo, algo potencialmente incorreto vinha de outra área para a gente, ela dizia que não era nossa responsabilidade verificar. E aí? Dane-se a empresa? Dane-se o cliente?
Por essas e outras, eu me revolto em silêncio quando um incauto se mostra encantado com suas demonstrações públicas de nobreza, sendo que os verdadeiros nobres da turma não fazem qualquer questão de expor suas virtudes.
Uma dessas pessoas tem o hábito de falar, nas rodas de cafezinho, que ensina seus filhos a serem cidadãos éticos: um dia fala sobre a importância do voto; No outro, comenta como a família se engaja na economia de água. Entretanto, ela não demonstra ética nenhuma na prática. Quando, por exemplo, algo potencialmente incorreto vinha de outra área para a gente, ela dizia que não era nossa responsabilidade verificar. E aí? Dane-se a empresa? Dane-se o cliente?
Por essas e outras, eu me revolto em silêncio quando um incauto se mostra encantado com suas demonstrações públicas de nobreza, sendo que os verdadeiros nobres da turma não fazem qualquer questão de expor suas virtudes.
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