Da viagem que fiz à Espanha no mês passado, acho que a memória mais marcante que guardarei é a de uma tourada que assisti em Madri. Não pela previsível brutalidade do evento, que a esta altura da vida já não me causa comoção, mas pela reação do público a um episódio particular.
Iniciava-se a terceira "corrida" do dia, como eles chamam por lá, sendo que dois toureiros e dois touros já haviam se apresentado na arena lotada. Mas o touro que entrava agora era maior e muito mais bravo do que os anteriores.
Este touro parecia incansável, cravando os chifres nas tábuas de proteção por detrás das quais alguns se escondiam e sempre batendo uma das patas no chão enquanto mugia enfurecidamente. Mesmo sendo espetado e provocado de formas variadas, como dita a tradição, isso só parecia enfurecê-lo mais. E, apesar de todo o esforço, seu destino estava selado.
Então presenciei algo que não havia ocorrido nas apresentações anteriores e que me deixou bastante comovido: já morto, enquanto era arrastado em torno da arena pelos cavalos que o levariam para fora, este bravo foi sonoramente aplaudido por toda a platéia em pé.
sábado, 16 de junho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Arte, Vinho e Amor - Os Antídotos
"We all fear death and question our place in the Universe. The artist's job is not to succumb to despair, but to find an antidote for the emptiness of existence."
-- Fala da personagem Gertrude Stein no filme "Meia-noite em Paris", de Woody Allen.
"En ella desarrolla un discurso pictórico sobre las bondades del vino y su capacidad para consolar a las gentes de las penalidades de la vida diaria."
-- Trecho da descrição do Museu do Prado para "Los borrachos, o el triunfo de Baco", de Velázquez.
"Obra moral que muestra el triunfo de la Muerte sobre las cosas mundanas, simbolizado a través de un gran ejército de esqueletos arrasando la Tierra. (...) Algunos intentan luchar contra su funesto destino, otros se abandonan a su suerte. Sólo una pareja de amantes, en la parte inferior derecha, permanece ajena al futuro que ellos también han de padecer."
-- Trecho da descrição do Museu do Prado para "El triunfo de la Muerte", de Bruegel "el Viejo".
-- Fala da personagem Gertrude Stein no filme "Meia-noite em Paris", de Woody Allen.
"En ella desarrolla un discurso pictórico sobre las bondades del vino y su capacidad para consolar a las gentes de las penalidades de la vida diaria."
-- Trecho da descrição do Museu do Prado para "Los borrachos, o el triunfo de Baco", de Velázquez.
"Obra moral que muestra el triunfo de la Muerte sobre las cosas mundanas, simbolizado a través de un gran ejército de esqueletos arrasando la Tierra. (...) Algunos intentan luchar contra su funesto destino, otros se abandonan a su suerte. Sólo una pareja de amantes, en la parte inferior derecha, permanece ajena al futuro que ellos también han de padecer."
-- Trecho da descrição do Museu do Prado para "El triunfo de la Muerte", de Bruegel "el Viejo".
domingo, 6 de maio de 2012
Contra um Mundo Melhor
"Se você se acha uma pessoa equilibrada, dessas que respeitam o parceiro no amor, que creem na igualdade entre os sexos como adorno na sua cama de casal, que comem apenas comida saudável, que conversam com plantas porque se julgam mais consciente, que se julgam sensível e honesta, que reciclam lixo, feche este livro. Todas as poucas palavras que você encontrará aqui são contra você. Não acredito em você. Você é um mentiroso, ou uma mentirosa."
-- Trecho de "Contra um Mundo Melhor", Luiz Felipe Pondé, Leya.
-- Trecho de "Contra um Mundo Melhor", Luiz Felipe Pondé, Leya.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Is this the real life?
"Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide,
No escape from reality
Open your eyes,
Look up to the skies and see,
I'm just a poor boy, I need no sympathy,
Because I'm easy come, easy go,
Little high, little low,
Any way the wind blows doesn't really matter to me, to me"
-- Trecho de "Bohemian Rhapisody", Queen.
Is this just fantasy?
Caught in a landslide,
No escape from reality
Open your eyes,
Look up to the skies and see,
I'm just a poor boy, I need no sympathy,
Because I'm easy come, easy go,
Little high, little low,
Any way the wind blows doesn't really matter to me, to me"
-- Trecho de "Bohemian Rhapisody", Queen.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Aniversário
Ontem foi meu aniversário. Ao contrário dos últimos anos, não fiz festa, não me reuni com os amigos, nada. Preferi desligar o telefone e ficar quietinho em casa, torcendo para que, assim, este aniversário não acontecesse.
Os anos passam e ainda não vejo terra firme no horizonte. Quem serei quando eu chegar lá? Quanto tempo ainda me restará?
Os anos passam e ainda não vejo terra firme no horizonte. Quem serei quando eu chegar lá? Quanto tempo ainda me restará?
segunda-feira, 7 de março de 2011
O melhor de mim
Enquanto dirigia para o teatro ontem, eu ouvia a entrevista dessa atriz sobre seu último filme. Ela respondeu a uma das perguntas mais ou menos assim: "Eu aprendi a não julgar as pessoas. Aprendi que as pessoas não são o que querem ser, elas são apenas o melhor que conseguem fazer de suas vidas naquele momento". Me atingiu em cheio.
Durante a peça ("Cândida" de Bernard Shaw), um diálogo particular entre os personagens Marchbanks e Prosérpina chamou a minha atenção. Disse Marchbanks: "Pessoas más são pessoas que não tem amor, por isso elas não tem vergonha. Elas tem o poder de pedir amor porque não precisam dele. Elas tem o poder de oferecê-lo porque não tem nenhum para dar. Mas nós, que temos amor e ansiamos por misturá-lo ao amor dos outros, não conseguimos dizer uma palavra". Lembro-me de ter me curvado à frente, apoiado o queixo sobre as mãos e turvado os olhos nesse momento.
Como eu gostaria de superar meus medos. E como me esforço para isso. Mas sou apenas o melhor que consigo fazer de mim.
Durante a peça ("Cândida" de Bernard Shaw), um diálogo particular entre os personagens Marchbanks e Prosérpina chamou a minha atenção. Disse Marchbanks: "Pessoas más são pessoas que não tem amor, por isso elas não tem vergonha. Elas tem o poder de pedir amor porque não precisam dele. Elas tem o poder de oferecê-lo porque não tem nenhum para dar. Mas nós, que temos amor e ansiamos por misturá-lo ao amor dos outros, não conseguimos dizer uma palavra". Lembro-me de ter me curvado à frente, apoiado o queixo sobre as mãos e turvado os olhos nesse momento.
Como eu gostaria de superar meus medos. E como me esforço para isso. Mas sou apenas o melhor que consigo fazer de mim.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Medo de si
"Our deepest fear is not that we are inadequate.
Our deepest fear is that we are powerful beyond measure.
We ask ourselves: Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous?
Actually, who are you not to be?"
- Marianne Williamson
Our deepest fear is that we are powerful beyond measure.
We ask ourselves: Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous?
Actually, who are you not to be?"
- Marianne Williamson
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